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Clube Atlético Mineiro

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25.11.14 Grandes Ídolos

Dadá Maravilha: “o Glorioso não é uma paixão, é uma religião”

Dario marca o gol do título do Campeonato Brasileiro de 1971

Dario marca o gol do título do Campeonato Brasileiro de 1971

Dario José dos Santos, mais conhecido como Dario ou Dadá Maravilha, foi atacante e jogou pelo Galo entre os anos de 1968 e 1979. Em 290 jogos, se tornou o segundo maior artilheiro do clube, ao marcar 211 gols.

Foi o autor de um dos gols mais significativos da história do clube, no dia 19 de dezembro de 1971, na final do Campeonato Brasileiro contra o Botafogo-RJ no Maracanã. Além disso, foi artilheiro do clube em duas edições do Nacional: 1971 e 1972, com 15 e 17 gols, respectivamente. Ao todo, passou por 16 clubes em 21 anos de carreira.

Dario e o Atlético

Sua história no Atlético começa quando Jorge Ferreira, um diretor do Galo na época, viajou ao Rio de Janeiro na intenção de contratar o meio-campo Carlinhos e foi convencido por um bêbado que estava na porta do Maracanã a assistir ao jogo do Campo Grande, pois ele precisava de um artilheiro para concluir as jogadas de Carlinhos, e esse artilheiro só poderia ser Dario. Sem imaginar que seu futuro poderia ser definido aquela tarde, Dario entrou em campo e fez o seu habitual: marcou três gols e convenceu o diretor atleticano a levá-lo para Belo Horizonte.

No início, Dario não teve muito crédito no Atlético.

dada-maravilha

Dario acreditava que podia vencer no futebol e que a qualidade como jogador era uma questão de tempo e só precisava de alguém que acreditasse nele e estivesse disposto a treiná-lo. Foi motivo piada entre os outros jogadores do Atlético. O único que não riu de Dario, foi Ronaldo Drumond que acreditou em suas palavras.

Os treinadores Aírton Moreira e Fleitas Solich nunca lhe deram uma chance para jogar, nem como reserva. Foi com a chegada de Yustrich, em 1969, que Dario teve sua primeira grande chance no Atlético. Sob o comando do novo técnico, passou a ter treinos intensivos todos os dias, duas horas antes dos outros jogadores. Eram 150 cabeçada e pelo menos 200 chutes a gol por dia. Após provar seu grande potencial de goleador, Yustrich começou a levá-lo como reserva aos jogos. Entrou em dois jogos, um contra o Valério e outro contra o Tupi, faltando poucos minutos de jogo, com o Atlético perdendo nas duas situações e conseguiu reverter o placar, dando a vitória ao Galo. Dario conseguiu então ser titular do time, mas faltava jogar diante da torcida no Mineirão.

Não demorou muito para que sua fama de goleador se espalhasse. Foi quando nasceu Dadá Maravilha, Peito-de-aço, Beija-flor ou apenas Dadá. Fazia gol de qualquer jeito: de nuca, de bico, de testa e até parado no ar! As vaias que recebia viraram gritos de delírio da torcida ao ver Dadá entrar em campo. E sua fama se espalhou por todo o Brasil.

Amor ao Alvinegro

“Eu me identifiquei muito nos clubes onde passei. Mas o Atlético Mineiro foi especial. Se tiver que definir o Atlético, vou ficar perdido, é a pergunta mais difícil para mim. O Glorioso não é uma paixão, é uma religião, o atleticano é doente.
Se dissessem para escolher, entre o Brasil ser pentacampeão do mundo ou o Atlético ser campeão de qualquer campeonato, eu prefiro que o Galo ganhe. Quando o Brasil joga e perde eu nem ligo, mas quando o Atle´tico perde eu não tenho vontade nem de comer.

Sou um vencedor no Atlético, se o clube participar de um campeonato de cuspe à distância, eu venceria. Com o uniforme preto e branco eu ganho qualquer campeonato. Na mesma proporção em que o povo mineiro me odiou, ele me amou. No Atlético, eu fui pai pela primeira vez, fui tricampeão do mundo e campeão brasileiro. Minhas maiores glórias na vida, conquistei com a camisa do Galo.

Dizem os intelectuais que o ódio e o amor se misturam, que eles vivem lado a lado, eu acredito que seja verdade, porque eu fui o homem mais odiado no Atlético, em compensação fui o mais amado.

Eu sou prova viva do amor e do ódio. Me lembro que o Atlético estava reformando o cmapo e nos trienos a torcida jogava pedra em mim. Me vaiaram e me mandaram embora. Depois tudo mudou. E olha que joguei pouco no Atlético, nos dois campeonatos nacionais que disputei fui campeão em um e artilheiro nos dois.

Eu me considero mineiro por devoção e por adoção. Todos os meus filhos são mineiros. (…)Fiz questão que todos fossem, porque eu me considero um também.”

Dadá Maravilha

Carreira no Atlético

Jogos: 290
Gols: 211
Estreia: CAM 1 x 0 Uberaba-MG – 18/05/1968
Último jogo: Flamengo-RJ 5 x 1 CAM06/04/1979
Vitórias: 168
Empates: 73
Derrotas: 49
Títulos: Campeonato Brasileiro de 1971Campeonatos Mineiros de 1970 e 1978

Dadá participa de documentário sobre a torcida do Atlético

Fonte: Galo Digital

Publicado 25 de novembro de 2014, às 20:10.